Investimentos

@rljoia em 16/01/2019

Alocação de ativos: 50% em renda e 50% em bolsa rende mais que 100% em bolsas. Segundo estudo do Portinho, um balanceamento correto de ativos é mais rentável a longo prazo, mesmo que isoladamente a bolsa traga mais retorno. Qual a opinião do Felipe?

2 Respostas

@felipetd em 16/01/2019

Mais votada

Posteriormente vou avaliar o referido estudo do Portinho. O Portinho é um cara que eu gosto e acrescenta bastante ao mercado de capitais.

Sobre a estratégia em si, eu ainda não li completamente o estudo, porém, vale destacar que no período envolvido no estudo tínhamos uma Selic bastante elevada, o que basicamente garantia uma enorme rentabilidade, o que não se verifica hoje, onde temos juros reais baixíssimos. Ou seja, o investidor conseguia no passado embolsar bons lucros na renda variável, e continuar obtendo ótimos retornos na renda fixa.

Hoje isso não existe.

Outro ponto é que a estratégia acaba sendo um limitador de upsides.

Imagine o investidor que possuía em sua carteira, dentre outros papéis, as ações da Unipar, do Banco inter e IRB (3 recomendações feitas por nós), e no momento que a participação em renda variável ficou 30% maior que a parcela de renda fixa, este investidor vendeu uma boa parte de suas ações. Este investidor acabaria perdendo provavelmente a maior parcela da valorização desses ativos, que no caso da Unipar, chegou a mais de 900% desde 2017.

Além disso, se o estudo em questão leva em conta o ibovespa na parcela de renda variável, e este possui inúmeros ativos problemáticos, e uma metodologia de balanceamento que muitas vezes acaba prejudicando o próprio desempenho do índice, nós vemos que o ideal seria fazê-lo com uma carteira formada apenas por ativos sólidos.

Fizemos no passado um estudo baseado na estratégia de décio bazin, e o resultado foi fantástico, e dificilmente o rebalanceamento superaria a estratégia do mesmo.

É evidente, no entanto, que para investidores que desejam ter uma redução na volatilidade e sentem-se estressados ou desconfortáveis com uma carteira de grande participação na renda variável, essa estratégia de balanceamento pode sim fazer bastante sentido, e também acaba sendo uma forma do investidor geralmente conseguir fazer algum ajuste na carteira quando a bolsa está em alta, e comprar mais quando está em baixa, o que tende a ser positivo.

 

 

  • @rljoia em 16/01/2019

    Complementando a pergunta acima, segue link do estudo do Portinho: https://blogdoportinho.wordpress.com/2017/11/09/balanceamento-de-carteira-1995-a-2017-o-que-aconteceu/.

    Gostaria da opinião do Felipe Tadewald.

  • @felipetd em 16/01/2019

    Posteriormente vou avaliar o referido estudo do Portinho. O Portinho é um cara que eu gosto e acrescenta bastante ao mercado de capitais.

    Sobre a estratégia em si, eu ainda não li completamente o estudo, porém, vale destacar que no período envolvido no estudo tínhamos uma Selic bastante elevada, o que basicamente garantia uma enorme rentabilidade, o que não se verifica hoje, onde temos juros reais baixíssimos. Ou seja, o investidor conseguia no passado embolsar bons lucros na renda variável, e continuar obtendo ótimos retornos na renda fixa.

    Hoje isso não existe.

    Outro ponto é que a estratégia acaba sendo um limitador de upsides.

    Imagine o investidor que possuía em sua carteira, dentre outros papéis, as ações da Unipar, do Banco inter e IRB (3 recomendações feitas por nós), e no momento que a participação em renda variável ficou 30% maior que a parcela de renda fixa, este investidor vendeu uma boa parte de suas ações. Este investidor acabaria perdendo provavelmente a maior parcela da valorização desses ativos, que no caso da Unipar, chegou a mais de 900% desde 2017.

    Além disso, se o estudo em questão leva em conta o ibovespa na parcela de renda variável, e este possui inúmeros ativos problemáticos, e uma metodologia de balanceamento que muitas vezes acaba prejudicando o próprio desempenho do índice, nós vemos que o ideal seria fazê-lo com uma carteira formada apenas por ativos sólidos.

    Fizemos no passado um estudo baseado na estratégia de décio bazin, e o resultado foi fantástico, e dificilmente o rebalanceamento superaria a estratégia do mesmo.

    É evidente, no entanto, que para investidores que desejam ter uma redução na volatilidade e sentem-se estressados ou desconfortáveis com uma carteira de grande participação na renda variável, essa estratégia de balanceamento pode sim fazer bastante sentido, e também acaba sendo uma forma do investidor geralmente conseguir fazer algum ajuste na carteira quando a bolsa está em alta, e comprar mais quando está em baixa, o que tende a ser positivo.

     

     

  • jan 2019
  • 16 jan
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